15 investigações cercam o Banco Master depois de Congresso barrar CPIs

Polícia Federal, CGU e órgãos de controle apertam o cerco contra banqueiro preso e apuram desvios bilionários

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O Congresso Nacional encerrou as Comissões Parlamentares de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social e do Crime Organizado, mas o cerco jurídico contra o Banco Master segue em expansão. Levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta que pelo menos 15 frentes de investigação independentes continuam ativas em diversos órgãos de controle. A Polícia Federal (PF), a Controladoria-Geral da União (CGU), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) lideram a ofensiva. + Leia mais notícias de Política em Oeste O foco principal recai sobre Daniel Vorcaro, banqueiro preso desde 4 de março de 2026. Ele negocia agora um acordo de delação premiada enquanto a PF apura fraudes envolvendo o Banco de Brasília (BRB), lavagem de dinheiro e ameaças a profissionais de imprensa. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), comanda a relatoria desses processos logo que o ministro Dias Toffoli deixou o caso sob pressão por ligações comerciais com familiares de Vorcaro. Desvios em previdências estaduais A Polícia Federal mapeou prejuízos bilionários em institutos de previdência por meio de investimentos sem garantia. A Operação Barco de Papel investiga o repasse irregular de R$ 970 milhões do Rioprevidência em ativos do Master. No Amapá, a Operação Zona Cinzenta apura rombo de R$ 400 milhões, enquanto no Amazonas a Operação Sine Consensu foca em aplicações suspeitas de R$ 390 milhões. https://youtu.be/leu1sNBaXDQ?si=yL3VFqj8s-W-2gj9 Os investigadores também examinam a estrutura societária da instituição. Existe a suspeita de que Nelson Tanure utilize Vorcaro como "testa de ferro" para ocultar o real controle do banco perante o Banco Central (BC). Outra linha de apuração, batizada de Carbono Oculto, identifica o uso de gestoras da Faria Lima pelo crime organizado, com movimentações que chegam a R$ 52 bilhões. Servidores na mira da CGU A Controladoria-Geral da União abriu processos administrativos para apurar a cooptação de funcionários do Banco Central. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, ex-chefes de fiscalização do BC, correm o risco de expulsão do serviço público. A investigação tenta provar que empresas ligadas ao Master corromperam os servidores para facilitar as operações do grupo. No TCU, o ministro Jhonatan de Jesus deve retomar o processo que analisa falhas do Banco Central na liquidação do Master. A Corte de Contas também monitora o risco de federalização do BRB e o uso de imóveis públicos como garantia em empréstimos. Paralelamente, a CVM analisa punições administrativas contra o banco e a gestora Reag, enquanto o Senado mantém um grupo de trabalho para fiscalizar transações de R$ 2,7 bilhões sob suspeita. Leia também: "Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa é preso em Brasília" O post 15 investigações cercam o Banco Master depois de Congresso barrar CPIs apareceu primeiro em Revista Oeste.

Fonte: Revista Oeste

FONTE: https://revistaoeste.com/politica/15-investigacoes-cercam-o-banco-master-depois-de-congresso-barrar-cpis/
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