Crescimento econômico demanda conforto térmico inteligente
Mudanças climáticas influenciam o dia a dia das populações, interferem no desempenho dos negócios e demandam soluções sustentáveis em climatização
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Até 2050, o Brasil pode perder 4,4 milhões de empregos e R$ 17 trilhões no PIB (Produto Interno Bruto) com um aquecimento global acima de 1,5oC em relação à era pré-industrial. As projeções apresentadas no Estudo estratégico dos impactos econômicos da mudança do clima no Brasil, do Ministério do Planejamento e Orçamento e Banco Interamericano de Desenvolvimento, reforçam que a emergência climática impõe desafios ao desenvolvimento sustentável. “Os efeitos das mudanças climáticas já se pronunciam no dia a dia das pessoas”, afirma Juan Carlos Ormachea, empresário que responde pelo Grupo Ecobrisa, “e mostram, em escala ampliada, que crescimento econômico e bem-estar social demandam investimentos em conforto térmico inteligente”.
Municípios considerados “âncoras” de desenvolvimento, a exemplo da capital mineira Belo Horizonte, respondem pelos maiores desafios de adaptação e necessidade de soluções em climatização diante das mudanças climáticas.
No ano passado, a cidade foi reconhecida como um dos ecossistemas de tecnologia que mais cresce no mundo, impulsionando startups e a nova indústria. Em 2026, a economia segue alicerçada pelo setor terciário, com mais de 80% concentrados em serviços, incluindo comércio e atividades financeiras. O crescimento industrial previsto pela FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) é de 1,4%. A Região Metropolitana de Belo Horizonte se beneficia também do agronegócio e da mineração.
Em Belo Horizonte há a predominância do clima tropical de altitude, caracterizado por temperaturas amenas durante o ano e pela ocorrência de invernos secos. As temperaturas máximas no verão ficam em torno de 27oC. No inverno, as mínimas oscilam entre 16oC e 18oC.
“O comportamento do clima em uma cidade como Belo Horizonte, considerando o aumento de temperaturas, vai além da preocupação ambiental e se torna uma questão de qualidade de vida cotidiana”, afirma Juan Ormachea. No dia a dia das empresas locais que demonstram atenção com o meio ambiente, a pauta destaca a produtividade associada à sustentabilidade dos negócios. Neste ponto, reforça o empresário, é imperativo que as estratégias tenham como foco o bem-estar dos colaboradores, assim como o uso racional de energia.
Um dos equipamentos com a função de resfriar os ambientes, o ar-condicionado tem sido a escolha em empresas, comércios e mesmo em residências. Mas se por um lado o aparelho combate o calor extremo, por outro seu funcionamento intensivo resulta em aumento considerável do consumo de energia elétrica e emissões de gases de efeito estufa. Nestas condições, a adoção de tecnologias de climatização mais sustentáveis se faz necessária.
A Ecobrisa Climatizadores Evaporativos, referência no mercado nacional, desenvolveu um equipamento que difere dos aparelhos de ar-condicionado por reduzir a temperatura de maneira eficaz, ao mesmo tempo em que filtra o ar para todo o ambiente de maneira uniforme.
No caso das empresas, com o climatizador evaporativo é possível manter abertas as portas de galpões de indústrias, depósitos e outras estruturas. “A tecnologia permite a circulação de pessoas, sem que haja interferência ou prejuízos na climatização e renovação do ar”, diz.
Sem a utilização de fluidos refrigerantes químicos, como nos sistemas de ar-condicionado com compressores, os climatizadores dependem principalmente da evaporação da água, reduzindo consideravelmente as emissões de gases prejudiciais. “Além disso, os sistemas evaporativos são duráveis, de fácil instalação e não possuem refrigerantes químicos que necessitem ser gerenciados”, pontua. Os climatizadores também contam com recursos para controle e até mesmo automação, permitindo o monitoramento eficiente do desempenho.
Também relevante, segundo Ormachea, é o consumo de energia. Reconhecidos pela alta eficiência energética, os climatizadores evaporativos reduzem a conta de energia em até 95% quando comparados aos aparelhos de ar-condicionado, pois dependem do princípio natural da evaporação da água para resfriar o ambiente.
Para o empresário, outra característica bastante desejável do sistema é a capacidade de adaptação a condições climáticas variáveis. Os climatizadores evaporativos podem fornecer resfriamento eficiente em ambientes com temperaturas mais altas e baixa umidade, o que os torna ideais para regiões com climas quentes. Também são capazes de fornecer umidificação do ar em climas muito secos.
“As mudanças climáticas com as quais convivemos sinalizam um cenário desafiador. Assim, precisamos considerar a transição para tecnologias mais eficientes, que não agridam o meio ambiente, preservem a saúde humana e ainda promovam desenvolvimento econômico de forma sustentável”, conclui Juan Ormachea.
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