‘Região de Ribeirão Preto nunca havia tido temporal com ventos de 120 km/h’, afirma vice-governador de SP
Em entrevista exclusiva a Oeste, Felício Ramuth relatou os danos provocados pelas tempestades que devastaram três cidades
Ventos fortes, chuva intensa e granizo atingiram o interior de São Paulo no fim da madrugada de sexta-feira 24. A tempestade começou perto de Taquaritinga e avançou por municípios como Guariba, Pradópolis e Ribeirão Preto, o mais populoso deles, com quase 700 mil habitantes. Em entrevista exclusiva a Oeste, o vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, relatou os danos causados pelo temporal e apresentou as medidas adotadas pelo governo estadual para reduzir os impactos. Centenas de famílias precisaram deixar suas casas, e as cidades atingidas ainda enfrentam problemas no fornecimento de energia elétrica e diversos danos estruturais. Confira os principais trechos. O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth, conversou neste sábado, 25, com o jornalista Artur Piva, da Revista Oeste, sobre os fortes vendavais que atingiram diversas cidades do interior paulista e deixaram um rastro de destruição. Durante a entrevista, Ramuth comentou os… pic.twitter.com/4f4OHWFtgw — Revista Oeste (@revistaoeste) July 26, 2026 A seguir, leia os principais trechos da entrevista. Quais foram as cidades mais afetadas pela tempestade? Ribeirão Preto, Dumont, Pradópolis e Guariba foram as principais cidades afetadas. Boa parte de Ribeirão Preto ficou sem luz até poucas horas atrás. Neste momento, 20% da população da cidade ainda está sem energia elétrica. Em uma cidade ou região sem eletricidade, o próximo passo é ficar sem água. Há outra situação gravíssima em Guariba: 95% da população ainda está sem eletricidade. Em Taquaritinga, 25% dos moradores estão sem energia. Isso ocorre mesmo com o grande trabalho da CPFL (grupo do setor de energia). Foi um evento completamente atípico. A região nunca havia enfrentado um temporal com ventos de 120 quilômetros por hora, o que causou ainda mais estragos. A Defesa Civil já conseguiu identificar o fenômeno ocorrido? Chamam de microexplosão, mas ainda não há uma classificação definitiva. Estávamos, inclusive, tentando entender um pouco o caminho percorrido pelo fenômeno. Pradópolis, por exemplo, não foi tão afetada. Em Guariba, porém, foi diferente. O prédio da cooperativa que beneficia amendoim está totalmente destruído. Houve danos nas empresas do distrito industrial. O Centro de Eventos, um espaço de 2,2 mil metros quadrados, simplesmente desapareceu com o vento. Todas as escolas da cidade foram afetadas. Quais providências foram adotadas pelo governo estadual? Desde os primeiros minutos, o governador Tarcísio conversou com os prefeitos. A tempestade começou por volta das 5 horas da manhã de sexta-feira. Pouco mais de 24 horas depois do ocorrido, as equipes municipais, cada uma dentro de suas condições, conseguiram tirar as cidades da situação de emergência. Prestamos o primeiro apoio com cestas básicas, colchões, cobertores, travesseiros e água potável. Esse é o trabalho inicial da Defesa Civil para minimizar os impactos sobre as famílias. Quantas pessoas precisaram deixar suas casas? Existe uma diferença entre desalojados e desabrigados. O desalojado é aquele que sai momentaneamente de casa porque há dúvidas sobre as condições do imóvel. Normalmente, essa pessoa vai para a residência de algum parente. Os desabrigados, por sua vez, são encaminhados para abrigos. Hoje, o número de pessoas nos abrigos é muito pequeno, mas eu diria que cerca de 600 famílias sofreram algum impacto em razão da chuva. Algumas, inclusive, já retornaram para suas casas. Por quanto tempo deve se estender o trabalho de limpeza e recuperação das cidades? O trabalho ainda vai durar semanas, não tenho dúvida disso. Nesta etapa, encaminhamos caminhões basculantes para prestar apoio. Fui prefeito de São José dos Campos e sei como funciona a manutenção de uma cidade. As equipes chegam para desobstruir as vias e, às vezes, cortam as árvores em pequenos pedaços, mas não há estrutura para recolher tudo imediatamente. Esse trabalho terá de ser feito ao longo dos próximos dias. No início do governo, o primeiro grande desafio foram as chuvas no litoral norte. Em que aquele desastre difere deste? É completamente diferente. Lá havia áreas de risco. As cidades afetadas na sexta-feira não têm áreas de risco. O que ocorreu agora foi um vento muito forte, acompanhado de granizo, que provocou destelhamentos e derrubou estruturas. No litoral norte, havia ocupações em áreas de risco. Um grande volume de chuva provocou deslizamentos e também muitas mortes. Em compensação, era um problema mais pontual do ponto de vista estrutural. Na tempestade de sexta-feira, não. O problema está espalhado por várias cidades, cada uma com a sua realidade. Leia também: "Lula quebrou o Brasil", reportagem publicada na Edição 332 da Revista Oeste O post ‘Região de Ribeirão Preto nunca havia tido temporal com ventos de 120 km/h’, afirma vice-governador de SP apareceu primeiro em Revista Oeste.
Fonte: Revista Oeste
FONTE: https://revistaoeste.com/politica/regiao-de-ribeirao-preto-nunca-havia-tido-temporal-com-ventos-de-120-km-h-afirma-vice-governador-de-sp/