CNI mantém projeção de PIB em 2% para 2026, mas vê inflação e juros como entraves

Indústria e agro têm expectativas revisadas para cima; serviços perdem fôlego; IPCA deve fechar o ano em 5%

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país para 2026. O dado foi divulgado nesta quarta-feira, 22, no Informe Conjuntural do 2º Trimestre. + Entenda notícias de Economia em Oeste O setor de serviços e perspectivas mais positivas para agropecuária e indústria devem influenciar positivamente a atividade econômica. Por outro lado, juros altos, custos elevados e aumento das importações devem prejudicar o setor produtivo. O diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, afirma que o cenário é de "crescimento moderado, sustentado principalmente pelos setores ligados às commodities e por estímulos à demanda." Ele pondera que "política monetária restritiva, condições financeiras adversas, inflação elevada e persistência das fragilidades fiscais continuam limitando uma recuperação mais forte." Indústria extrativa puxa alta do setor A projeção para a indústria subiu de 1,6% para 2,1%. O avanço é puxado pela indústria extrativa, menos sensível aos juros altos e impulsionada pelo aumento da produção de petróleo. O setor deve crescer 9,1% em 2026, ante estimativa anterior de 7,8%. https://www.youtube.com/watch?v=Mfz_tM0ihEg A indústria de transformação também teve revisão positiva, de 0,3% para 0,6%. Derivados de petróleo, produtos farmoquímicos e automóveis puxam a alta. "A maior parte do setor continua enfrentando dificuldades, uma vez que apenas sete dos 24 segmentos estão crescendo", pondera Telles. A construção deve crescer 1,5%, impulsionada por iniciativas do governo, como ampliação do crédito imobiliário e investimentos em infraestrutura. Agro tem revisão pela 2ª vez A agropecuária deve crescer 1,8% em 2026, impulsionada por safra recorde de soja e avanço da produção animal. A estimativa anterior era de 1,1%. No fim do ano passado, a perspectiva para o setor era de estagnação. Leia mais: "Lucro do FGTS: 138 milhões de trabalhadores receberão perto de R$ 13 bilhões; confira” O setor de serviços foi o único com revisão para baixo: de 2,1% para 1,9%. O aumento do endividamento e da inadimplência das famílias e a manutenção dos juros altos limitam o desempenho. Inflação sobe e juros devem cair menos A CNI elevou a projeção do IPCA de 4,4% para 5% em 2026. A elevação dos preços dos alimentos e combustíveis e a persistência da inflação de serviços explicam a alta. O déficit do governo deve chegar a R$ 55,3 bilhões, patamar semelhante ao de 2025. A dívida pública deve fechar o ano em 82% do PIB. https://www.youtube.com/watch?v=-qQoW8Q5-hU Com o avanço da inflação e piora fiscal, a CNI espera apenas dois cortes de 0,25 ponto porcentual na Selic. A taxa básica de juros deve cair de 14,25% para 13,75% no fim do ano. A projeção anterior era de 12,75%. Guerra e importações preocupam O conflito no Oriente Médio é o principal risco externo. Os custos com combustíveis, energia e fertilizantes dispararam no primeiro semestre, mas podem perder força com aumento da oferta de petróleo. As importações de bens de consumo cresceram 16% no primeiro semestre. O total deve chegar a US$ 306 bilhões em 2026. As exportações devem somar US$ 383,9 bilhões, com superávit de US$ 77,9 bilhões na balança comercial. Leia mais: "Indústria brasileira cai para 69ª posição em ranking mundial” O post CNI mantém projeção de PIB em 2% para 2026, mas vê inflação e juros como entraves apareceu primeiro em Revista Oeste.

Fonte: Revista Oeste

FONTE: https://revistaoeste.com/economia/cni-mantem-projecao-de-pib-em-2-para-2026-mas-ve-inflacao-e-juros-como-entraves/
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