Rejuvenescimento íntimo: por que mais mulheres estão investindo em bioestimuladores de colágeno?

Especialista explica como o estímulo a produção de colágeno melhora a firmeza, a sustentação e a qualidade da pele da região genital

Por LUCKY ASSESSORIA
1 5 Min

Rejuvenescimento íntimo: por que mais mulheres estão investindo em bioestimuladores de colágeno?
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Nem sempre as mudanças provocadas pelo tempo aparecem primeiro no rosto. Para muitas mulheres, elas surgem de forma mais silenciosa: uma sensação diferente ao vestir determinadas roupas, a percepção de que a pele da região íntima perdeu firmeza ou até um desconforto que antes não existia. Embora pouco comentadas fora dos consultórios, essas transformações fazem parte do envelhecimento natural do corpo e têm levado cada vez mais mulheres a buscar alternativas para cuidar da saúde íntima.

Nesse cenário, os bioestimuladores de colágeno vêm ganhando espaço como uma das principais alternativas de autocuidado. O procedimento estimula a produção natural de colágeno na região genital, promovendo melhora gradual da firmeza, da sustentação e da qualidade da pele. O interesse acompanha uma mudança de comportamento: segundo a Grand View Research, mulheres entre 30 e 40 anos representam 42,3% da demanda global por procedimentos de rejuvenescimento íntimo, mostrando que a demanda já não está restrita às fases mais avançadas do envelhecimento.

"A mulher tem buscado qualidade de vida de forma integral. Hoje ela entende que a região íntima também envelhece e que existem recursos para preservar a saúde dos tecidos, sempre com indicação médica adequada", explica a ginecologista e especialista em cirurgia íntima Dra. Mariana Macedo.

 

O que é o rejuvenescimento íntimo?

O rejuvenescimento íntimo reúne procedimentos que ajudam a recuperar características da região genital modificadas pelo envelhecimento, pelas alterações hormonais e pelo pós-parto. Entre as principais queixas estão a flacidez, a perda de volume e as mudanças na qualidade da pele.

Essas alterações fazem parte da vida de muitas mulheres. De acordo com o StatPearls/NCBI (2024), entre 40% e 54% das mulheres após a menopausa convivem com sintomas da Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), como ressecamento vaginal, perda de elasticidade e dor durante as relações sexuais.

Segundo Dra. Mariana, embora os bioestimuladores não tratem todas essas condições, eles atuam justamente na regeneração dos tecidos. "Com o passar dos anos, a produção de colágeno diminui naturalmente. Isso faz com que a pele perca espessura e sustentação. Ao estimular a formação de novas fibras, conseguimos melhorar a qualidade tecidual e favorecer uma regeneração gradual da região", afirma.

 

Como os bioestimuladores funcionam?

Os bioestimuladores diferem dos preenchedores porque não promovem volume imediato. Sua função é estimular o organismo a produzir novas fibras de colágeno, o que fortalece a estrutura da pele ao longo dos meses e proporciona resultados progressivos e naturais.

"O objetivo não é alterar a anatomia da paciente, mas recuperar características que foram sendo perdidas ao longo do tempo. Trabalhamos a qualidade da pele e a sustentação dos tecidos, respeitando a individualidade de cada mulher", explica a especialista.

O tratamento costuma ser indicado para mulheres que apresentam flacidez dos grandes lábios, perda de volume relacionada ao envelhecimento ou alterações após a gestação e a menopausa. Não por acaso, envelhecimento e pós-parto respondem por 43,9% da demanda global por tratamentos de rejuvenescimento íntimo, segundo levantamento da Grand View Research.

A profissional ressalta que, embora a aparência seja uma das motivações para procurar o procedimento, os benefícios vão além: a melhora da qualidade da pele proporciona mais conforto no dia a dia, reduz o incômodo causado pela flacidez e fortalecer a autoestima.

Antes de realizar qualquer procedimento, a especialista reforça a importância de uma avaliação individualizada. Idade, alterações hormonais, histórico clínico e características anatômicas precisam ser considerados para definir a indicação e a técnica mais adequada. "O rejuvenescimento íntimo não segue uma receita pronta. Cada paciente apresenta necessidades diferentes, e um bom resultado depende de um planejamento cuidadoso e de acompanhamento médico especializado", conclui.

 

 

 


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MARIANA DO PATROCINIO DE SOUZA
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FONTE: Lucky Assessoria
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