Como a parada para hidratação manteve a Inglaterra viva na Copa do Mundo

Thomas Tuchel usou as duas interrupções para orientar a equipe antes da virada sobre a RD Congo

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As pausas obrigatórias para hidratação, uma das principais novidades da Copa do Mundo de 2026, estão entre as mudanças mais debatidas do torneio. Um dos maiores críticos da medida é o técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel. Mas, ironicamente, foi essa mesma interrupção que, na avaliação da imprensa inglesa, ajudou a manter a seleção viva na competição. Jornais como BBC, The Times e The Sun destacaram que as duas pausas para hidratação durante a vitória por 2 a 1 sobre a República Democrática do Congo foram decisivas para a reação inglesa no jogo. Nas interrupções, Tuchel reuniu os jogadores, passou orientações diretamente a Jude Bellingham, Declan Rice e Anthony Gordon e reorganizou a equipe em campo. Tuchel passando informações a Anthony Gordon Martin Rickett/PA Images/Getty Images Os efeitos apareceram logo depois. Após a segunda pausa, Gordon participou das duas jogadas que terminaram nos gols de Harry Kane, responsáveis pela virada e pela classificação às oitavas de final. Os números da partida também reforçam essa leitura. Antes da primeira parada, a Inglaterra não havia finalizado nenhuma vez e sequer tocado na área adversária. Depois da conversa com Tuchel, terminou o primeiro tempo com oito finalizações e 20 ações dentro da área. Na etapa final, o roteiro se repetiu: antes da interrupção, foram apenas duas finalizações e sete toques na área; depois, a equipe criou mais seis chutes, chegou 13 vezes à área e marcou os dois gols da vitória. Continua após a publicidade Após a partida, o próprio Tuchel reconheceu que aproveitou as pausas ao máximo, embora mantenha as críticas à regra. Segundo o treinador, ele prefere um futebol com mais continuidade e acredita que as interrupções quebram o ritmo natural do jogo. Entretanto, como fazem parte do regulamento, decidiu utilizá-las da melhor forma possível. O alemão também afirmou que os jogadores estavam receptivos às orientações e que o momento facilitou a comunicação com o grupo. As declarações reforçam um posicionamento adotado pelo técnico desde o início da Copa. Dias antes, Tuchel havia afirmado que as pausas mudam a identidade do futebol e transformam as partidas em algo próximo de “quatro tempos”, ao criar momentos extras para instruções técnicas. Quem aproveitou a repercussão do caso foi o presidente da FIFA, Gianni Infantino. O dirigente citou a atuação da Inglaterra como exemplo dos benefícios da medida, afirmando que as pausas permitem descanso aos atletas e oferecem a todos os treinadores um momento para reorganizar suas equipes. Publicidade

Créditos Veja

FONTE: https://veja.abril.com.br/esporte/como-a-parada-para-hidratacao-manteve-a-inglaterra-viva-na-copa-do-mundo/
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