Gilmar diz que divergências no caso Master não representam desunião no STF

Ministro reafirma confiança em André Mendonça e afirma que diferenças entre integrantes da 2ª Turma não comprometem a atuação da Corte

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O ministro Gilmar Mendes afirmou, nesta terça-feira, 30, que as divergências entre os integrantes da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) não significam uma divisão da Corte na condução das investigações e dos processos relacionados ao caso Master. A declaração ocorreu durante a última sessão do colegiado no primeiro semestre. O gesto marcou uma tentativa de reduzir a tensão com o ministro André Mendonça, relator dos procedimentos que envolvem o banco de Daniel Vorcaro. O ministro do STF André Mendonça | Foto: Victor Piemonte/STF Gilmar afirmou confiar na atuação do colega e defendeu a ideia de que diferenças de entendimento sobre medidas processuais não significam falta de unidade no Supremo. "Gostaria de reiterar a confiança que deposito na atuação do relator [André Mendonça] e desta 2ª Turma. É importante que se diga que eventuais divergências quanto ao mérito de determinada medida processual não são sinônimo de desunião da Corte em relação à importância do caso e à observância dos direitos fundamentais das pessoas investigadas", declarou. Gilmar volta a defender limites para investigações Durante o pronunciamento, o decano do STF também afirmou que estabelecer limites para a atuação dos órgãos de persecução penal não representa incentivo à impunidade. Segundo o ministro, o caso Master impõe um desafio ao Supremo. "Tenho a certeza que este órgão colegiado saberá responder à altura os desafios que mais um grande caso penal rumoroso nos traz, em que ninguém deve confundir as exigências de limites à atuação dos órgãos de persecução com estímulos à impunidade ou qualquer coisa do gênero", afirmou. https://www.youtube.com/watch?v=nQnyiKPuXGI As declarações ocorreram pouco mais de uma semana depois de Gilmar criticar André Mendonça durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura. Na ocasião, o ministro classificou como um "erro crasso" a participação do colega em discussões relacionadas a uma possível delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Para avaliação de Gilmar, magistrados não devem participar das negociações entre investigadores e colaboradores. Na sequência da sessão, o ministro Luiz Fux afirmou que trabalhará para manter eventuais divergências como um "mero dissenso", sem comprometer a atuação do grupo. Ele assumirá a presidência da 2ª Turma no segundo semestre. + Leia mais notícias de Política em Oeste O post Gilmar diz que divergências no caso Master não representam desunião no STF apareceu primeiro em Revista Oeste.

Fonte: Revista Oeste

FONTE: https://revistaoeste.com/politica/gilmar-diz-que-divergencias-no-caso-master-nao-representam-desuniao-no-stf/
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