Embalagens assépticas avançam com demanda por alimentos mais naturais, seguros e convenientes

Brasil lidera crescimento da SIG em cartão asséptico nas Américas e reforça papel estratégico da tecnologia na indústria alimentícia

Por FERNANDA MONTANHA
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Embalagens assépticas avançam com demanda por alimentos mais naturais, seguros e convenientes
SIG

A busca por alimentos mais naturais, seguros e alinhados a estilos de vida cada vez mais dinâmicos segue transformando a indústria global de alimentos e bebidas. Segundo a Innova Market Insights, a demanda por alimentos com “clean label”, conceito associado a produtos com menos aditivos, conservantes e ingredientes artificiais, permanece entre as principais tendências globais de consumo em 2026. Ao mesmo tempo, fabricantes enfrentam desafios crescentes relacionados à eficiência operacional, redução de desperdícios e resiliência das cadeias de abastecimento. 

Nesse cenário, a tecnologia asséptica tem ampliado sua relevância ao oferecer uma resposta capaz de atender simultaneamente às demandas da indústria e dos consumidores. Ao permitir a preservação segura dos alimentos sem a necessidade de conservantes artificiais ou refrigeração em diversas categorias, a tecnologia viabiliza produtos com shelf life prolongado, mantendo sabor, textura, cor e valor nutricional. 

O avanço desse movimento pode ser observado no crescimento contínuo das embalagens cartonadas assépticas, segmento em que a SIG, líder global em sistemas e soluções de embalagens, registrou forte expansão. Nos resultados globais mais recentes divulgados pela companhia, o crescimento do segmento de cartão asséptico nas Américas foi liderado pela operação brasileira, reforçando o papel estratégico do país para o desenvolvimento da tecnologia na região. 

“O Brasil se tornou um mercado estratégico para a evolução da tecnologia asséptica na região. Existe uma combinação importante entre escala de consumo, relevância das categorias essenciais e necessidade crescente de eficiência operacional. Isso faz do país um ambiente extremamente relevante para inovação e expansão desse modelo”, afirma Hugo Magalhães, Head do Cluster América do Sul da SIG. 

A tecnologia asséptica baseia-se na esterilização separada do alimento e da embalagem, que posteriormente são combinados em ambiente totalmente estéril. O processo permite ampliar significativamente o shelf life de diferentes alimentos e bebidas, chegando a até 12 meses em diversas categorias, sem necessidade de refrigeração. 

Mais do que uma solução de preservação, o sistema vem se consolidando como uma plataforma estratégica para a indústria alimentícia. A eliminação da dependência da cadeia fria reduz o consumo de energia durante transporte e armazenamento, simplifica operações logísticas e contribui para a redução do desperdício de alimentos ao longo de toda a cadeia de abastecimento. 

Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), aproximadamente um terço dos alimentos produzidos globalmente é perdido ou desperdiçado todos os anos. Nesse contexto, tecnologias capazes de ampliar estabilidade, previsibilidade e eficiência logística ganham importância estratégica para fabricantes, varejistas e consumidores. 

Além disso, a expansão do mercado de alimentos shelf-stable tem criado novas oportunidades para categorias como molhos, sopas, purês, produtos à base de frutas, vegetais e proteínas vegetais. A capacidade da tecnologia asséptica de preservar produtos por longos períodos sem conservantes atende diretamente à crescente demanda por formulações mais simples e ingredientes de alta qualidade. 

“A tecnologia asséptica deixou de ser apenas uma solução de preservação para se tornar uma plataforma estratégica para a indústria. Hoje ela influencia diretamente formulação, logística, eficiência operacional e segurança alimentar. O consumidor busca produtos mais naturais, mas sem abrir mão de qualidade, estabilidade e conveniência, e a tecnologia precisa responder a esse novo cenário”, afirma Hugo Magalhães. 

Outro diferencial cada vez mais valorizado pela indústria é a flexibilidade produtiva. Sistemas assépticos modernos permitem o envase de produtos com diferentes viscosidades, incluindo formulações mais complexas e alimentos com partículas, acelerando lançamentos, mudanças de formatos e adaptações às demandas do mercado. 

Nesse contexto, a SIG se destaca por oferecer um dos portfólios assépticos mais abrangentes do setor, sendo a única empresa a disponibilizar sistemas assépticos para embalagens cartonadas, bag-in-box e spouted pouch. Essa combinação permite que fabricantes atendam diferentes ocasiões de consumo, canais de distribuição e categorias de produtos utilizando uma mesma expertise tecnológica. 

Como exemplo recente dessa evolução, a SIG anunciou no ano passado, em parceria com a ALCA Corp, o lançamento do primeiro produto envasado em pouch asséptico utilizando a tecnologia SIG Prime 55 In-Line Aseptic. A solução elimina a necessidade de pré-esterilização terceirizada das embalagens e amplia as possibilidades para alimentos processados de alta qualidade. 

“A inovação reforça o papel da SIG como pioneira e líder em tecnologia asséptica. Durante décadas estabelecemos padrões globais em embalagens cartonadas assépticas e agora levamos essa expertise também ao segmento de pouch”, destaca Magalhães. 

À medida que consumidores exigem produtos mais naturais, convenientes e sustentáveis, a tecnologia asséptica consolida sua posição como uma das principais plataformas de inovação da indústria de alimentos e bebidas. Mais do que ampliar shelf life, ela contribui para a construção de cadeias produtivas mais eficientes, resilientes e alinhadas às necessidades futuras do mercado.


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FERNANDA DE SOUSA MONTANHA
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