Mostra Ecofalante de Cinema prossegue em plataformas de streaming

Por ATTI COMUNICAÇÃO
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ecofalante

Uma programação especial com 20 filmes da 15ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema fica disponível nas plataformas Itaú Cultural Play e Spcine Play, de acesso gratuito.

As obras participaram do Concurso Curta Ecofalante, na qual concorreram curtas-metragens realizados por estudantes do ensino superior, técnico, livre ou médio. 

Entre os destaques está "Um Pé de Caju", da dupla Pablo Monteiro e Cadu Marques, da Universidade Federal do Maranhão, premiado como melhor filme da competição. O curta retrata a importância da educação em uma comunidade quilombola do município maranhense de Alcântara para a garantia da preservação de seus valores históricos.

Contemplado com menção honrosa do júri, “Av. São João, 588”, de Bruna Resende e Matheus Barbosa, do Senac São Paulo, narra a luta das mulheres pelo direito a uma moradia digna em São Paulo, revelando os desafios, a força e a esperança de quem, com coragem e união, transforma concreto em lar e pertencimento.

Vencedor do prêmio do público, o paulista “Trago Seu Amor de Volta”, da aluna da ECA-USP Raíssa Anjos, acompanha uma personagem que encontra cartas de amor escritas por sua falecida mãe e parte em busca do destinatário desconhecido.

plataforma Itaú Cultural Play

De 12 a 26 de junho, ficam disponíveis na plataforma Itaú Cultural Play oito títulos, incluindo “Trago Seu Amor de Volta”. “Ambivalência”, de Natacha Maria Oliveira, da EBAC (RJ), aborda a saúde mental das mulheres negras, um tema ainda atravessado por silenciamentos e invisibilizações. “Da Aldeia à Universidade”, de Leandro de Alcântara e Túlio de Melo, da Universidade Federal do Tocantins, explora o choque cultural, os conflitos e a resistência de estudantes indígenas que deixam o ambiente da aldeia para enfrentar o espaço acadêmico, muitas vezes vulnerável. Produção das Oficinas Querô (SP), “Desfem”, dirigida por Manoella Fernandes e Polyana Santos, é protagonizado por mulheres lésbicas que rejeitam a feminilidade imposta socialmente, optando por estilos andrógenos, roupas largas, cabelos curtos e pouca ou nenhuma maquiagem. 

Completam a programação no streaming Itaú Cultural Play outros quatro filmes. “Mares de Sabedoria”, dos alunos do Clube Mares de Sabedoria / UFPE, focaliza estudantes de Porto de Galinhas (PE) oriundos de famílias da pesca artesanal que participam de um processo de realização audiovisual no qual passam a narrar suas tradições familiares. Dirigido por Lwidge de Oliveira, da Universidade Federal de Sergipe, “Mestrinhos” traz para  centralidade os Mestres da Cultura sergipana, celebrados por meio de iniciativas como o Encontro de Mestres e Amigos, promovendo o seu reconhecimento. Por sua vez, “Mukondo, da Vida Após a Morte, Maria de Silú”, de Fernanda Souza, da Universidade Federal da Bahia, revela a importância dos rituais fúnebres no Candomblé e a forma como essa tradição compreende a morte como continuidade da vida. Assinado por Helena Versiani, da UnB, o curta “Um Gosto Assim” focaliza uma personagem que, após a morte do pai, um homem reservado, colecionador de livros e cacarecos digitais,  se dedica a organizar as coisas por ele deixadas.

plataforma Spcine Play

"Um Pé de Caju” e “Av. São João, 588”, estão entre os 12 filmes disponibilizados pela plataforma Spcine Play no período de 12/06 a 11/07. Incluído na programação, “Além do Marco: Direitos Indígenas em Jogo”, de Cássia Fernandes, da paulista FIAM-FAAM, acompanha a luta do povo Guarani pela defesa de seu território no Jaraguá, o menor pedaço de terra indígena demarcada no Brasil, localizado no município de São Paulo, enfrentando o impacto do marco temporal e a expansão urbana. “Alucine Olinda”, de Igor Luiz Ribeiro (Uniaeso de Pernambuco) focaliza um cinema localizado em Olinda que hoje vive com sua estrutura decadente, refletindo diretamente o atual estado da cidade. Já “Chica Machado - Rainha de Goyaz”, de Renata Rosa Franco, da Universidade Federal de Goiás, traz as memórias de uma personagem que chegou escravizada no estado por volta de 1750 e conseguiu lutar pela liberdade de seu povo, lembrada até hoje.

Alunos da Oficina Lanterna Mágica, iniciativa do Rio de Janeiro, Bruno Churuska, Gledson Augusto, Nicole Mendes, Yan Altino e Zimá Domingos assinam a direção de “Diálogo Bulbul”, curta que evoca a potência criativa do povo preto utilizando para isso materiais de arquivo e uma vibrante trilha musical. “Filme-Copacabana”, de Sofia Leão, da UFRJ, promove um ensaio visual bem-humorado sobre o bairro carioca de Copacabana. “Nioladi: Como Resiste a Língua Kadiwéu?”, de Ana Beatriz Leal, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, investiga os processos de resistência, ensino e transmissão da língua Kadiwéu na Reserva Indígena Kadiwéu. “O Que as Formigas me Contaram”, de Marcus Vinicius Diniz, da Universidade Federal de Goiás, traça um paralelo visual entre a organização social das formigas e o cotidiano dos operários da construção civil, revelando a força coletiva e a invisibilidade de quem carrega o peso do mundo nas costas. 

Produção da ECA-USP dirigida por Cristina Neves, “Rio Mãe (面纱之河)” focaliza um rio subterrâneo em Xinjiang, no Noroeste da China, que leva vida em meio ao deserto para o povo uigur. “Saber Brincar”, de Leticia Diniz, da Universidade Federal do Ceará, celebra o encanto de ser criança no coração da região do Cariri, no sul daquele estado, mergulhando nas cores, nos ritos e nas tradições. Por sua vez, “Ser Cria”, de Marco Aurélio Corrêa, da UERJ, focaliza alunos de uma escola municipal de Manguinhos, no Rio de Janeiro. Elas “soltam o verbo, largam o riso e metem dancinha” para contar o que faz uma criança ser alguém nascido, criado e com vivência profunda em uma favela ou periferia.
Considerado o mais importante evento audiovisual da América do Sul focado em questões socioambientais, o festival promoveu exibição de filmes, debates, masterclass e oficina audiovisual de 28 de maio a 10 de junho no Reserva Cultural, Centro Cultural São Paulo e mais 28 espaços culturais do Circuito Spcine, sempre com entrada gratuita. Mais detalhes sobre a programação podem ser acessados através dos endereços https://ecofalante.org.br/ e https://www.instagram.com/mostraecofalante/


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FONTE: atti comunicacao