O terrorismo como novo normal
Estados recebem mandato de persecução em branco e usam essa indeterminação para legitimar agendas repressivas
No último dia 28 de maio, o Departamento de Estado norte-americano classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Desde então, o debate trata das consequências que essa classificação pode gerar em termos econômicos ou militares e da incongruência do conceito de terrorismo com as atividades típicas desses grupos. O que não se percebe é que não existe um conceito geral de terrorismo e que as consequências dessa classificação já foram determinadas por um processo iniciado há décadas. Na forma como é conhecido hoje, o modelo de ação estatal antiterrorista descende da ação francesa e britânica, criada para sufocar movimentos de libertação colonial na Argélia, na Indochina e na Malásia. A lógica deste sistema é preemptiva: nele, política e violência foram tratadas como um "continuum", o que justifica intervir antes que o crime ocorra e antes que o inimigo se manifeste. Leia mais (06/06/2026 - 22h00)
Folha Esportes
FONTE: https://redir.folha.com.br/redir/online/emcimadahora/rss091/*https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/o-terrorismo-como-novo-normal.shtml